sábado, 5 de setembro de 2015

Entrevista com Duda Nagle e Juliana Baroni, de Cúmplices De Um Resgate

Confira a entrevista que fizemos com os astros Duda Nagle e Juliana Baroni, que interpretam Otávio e Rebeca no sucesso Cúmplices de um Resgate. Duda comentou sobre a dificuldade de “tirar” o sotaque carioca e Juliana confessou que está amando sua personagem. Dá uma olhada no bate-papo completo:

Entrevista - Duda Nagle

Foto: Lourival Ribeiro/SBT


Como você está tirando o sotaque carioca?
Eu fiz uma novela em 2007 chamada 'Sete Pecados', do Walcyr Carrasco, que se passava em São Paulo. Fiquei um mês em São Paulo para gravar. Eu já havia feito um trabalho forte no sotaque, e isso me ajudou muito quando a direção me pediu para trocar o sotaque. Quando rolou essa indicação, eu já estava mais preparado. Comecei a desenferrujar, treinar muito... Fui à fonoaudióloga do SBT. Ela me deu diversos exercícios com frases engraçadas para treinar, tipo: “O astro está no céu, que espetáculo!”. Coisas sem sentido, frases cheias de 's'. Aí você fica maluco, falando sozinho... Um monte de macetes e exercícios de dicção. Isso acaba facilitando a fluência.

Você sentiu alguma diferença de fazer novelas aqui e em outros lugares que você já fez, ou é a mesma coisa?
Eu achei mais semelhanças do que diferenças. Aqui eu notei que as áreas são mais integradas, sabe? As pessoas participam de mais coisas, em outros lugares é mais segmentado. O clima daqui é bem legal, bem leve. Gostei bastante.

Você mudou para São Paulo?
Mudei, estou aqui há três meses já. No começo eu voltava ao Rio sempre que possível. Agora eu durmo. (Risos). Acordo tarde, faço minhas coisas...

O que você está fazendo por aqui?
Estou fazendo exercícios, estudo as cenas... Mas é difícil ter muito tempo livre. Ontem mesmo eu saí daqui com dois blocos de capítulos. Agora eu tenho que chegar em casa e estudar minhas falas.

O que chamou a sua atenção por aqui?
Acho que aqui as coisas funcionam melhor, sabe? Quando você quer focar no trabalho é uma atmosfera mais séria. Apesar de a cidade não parar. Estou gostando e não tenho intenção de sair daqui tão cedo. Apesar que o Rio é tão perto de São Paulo. O ideal é manter duas 'bases'. Se eu puder fazer isso, será ótimo.

Ainda não fiz algumas coisas que queria, por exemplo, conhecer o Ibirapuera, o Villa Lobos... Minha mãe sabe dessa vontade de ficar por aqui e ela fica um pouco apreensiva (Risos). Ela me visitou aqui e ela gostou também.


Está morando sozinho?
Sim, estou. O problema é que o apartamento é pequeno e eu odeio lavar a louça. Esse é o meu maior drama. Para mim é um inferno! Eu gosto de cozinhar – principalmente carnes – e cheguei ao cúmulo de comprar um monte de pratinhos e garfinhos de plástico. (Risos).

Qual é o seu truque para decorar o texto?
Falar sozinho, igual louco. (Risos). Às vezes eu pego taxistas que me perguntam 'Você estava estudando texto?'. E eu 'Você estava ouvindo?'. (Risos).

Sobre o seu personagem. Você se identifica com ele?
Ele é um homem bem íntegro, honesto. Isso é bom. Exercitando isso – mesmo que na ficção – eu pego isso como um bom exemplo. Dá para amadurecer, usar para evoluir.

Ele é o mocinho da história?
Eu nunca havia feito um mocinho tão 'clássico'. Ao mesmo tempo ele é muito crível. Devem existir vários por aí. Ele não é irreal. Ao mesmo tempo, é difícil para as pessoas acreditarem no que ele fala 'Ah, ele deve ter alguma intenção por trás', alguns me falam. Hoje em dia, estamos acostumados a desconfiar de tudo. Ele tem umas regras que ele tenta manter, mesmo com sacrifícios. É legal ver isso e trabalhar essa área.

E ele não é confundido com um mulherengo também?
Também! Ele também já teve muitas experiências de vida, ele não é um cara 'devagar'. É que ele já passou por muita coisa e agora está em outro momento.

Entrevista – Juliana Baroni
Foto: Lourival Ribeiro/SBT

O que você está achando do SBT?
Acho muito profissional! No mesmo nível de Globo, Record, TV a cabo... Eles se especializaram, sabe? São muito fortes, principalmente nesse segmento infanto-juvenil.

Você comentou que sente falta de histórias como essa na TV...
Sim! Como espectadora, agora que eu sou mãe, muda muito. Você quer ver coisas mais leves. Quando eu não estou ligada no SBT ou na Globo, estou ligada na Disney o dia inteiro – minha filha assiste. Então, esse lado mais lúdico, está faltando mesmo. Nisso, o SBT não tem concorrência mesmo na TV aberta.

E você está curtindo a personagem?
É gostoso fazer! É bom passar uma mensagem positiva, de amor. Agora que eu sou mãe eu me preocupo também com o que a minha filha vai assistir.

Por falar em criança, está gostando de gravar com a Larissa?
Ela é um gênio! Um talento! Ela tem muita vocação para ser atriz!

Você chegou a ver algum capítulo da novela mexicana (Cumplices del Resgate) para se inspirar?
Não. Não assisti nenhum capítulo. Queria criar a minha própria Rebeca. Me baseei no texto criado pela Dona Iris.