sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Olheiro de Larissa Manoela fatura R$ 7 milhões descobrindo jovens talentos

Ela está nos cinemas, na televisão, na internet e na trilha das rádios. Dona de multitalentos, a jovem Larissa Manoela concilia os trabalhos de atriz e cantora em meio a uma rotina frenética. Atualmente com 14 anos, ela começou na área bem cedo, aos quatro anos e hoje desponta como uma das principais revelações da teledramaturgia brasileira. O que pouca pessoas sabem, contudo, é que o caminho percorrido pela atriz contou com o apoio de uma empresa, a MGT produções & eventos. 
Liderada por Marcelo Germano, a companhia tem a finalidade de descobrir novos talentos e oferecer suporte na gestão de carreira de jovens atores e modelos. O modelo de negócios surgiu por influência do pai de Germano, o ator Jayme Renato, integrante do Programa Planeta dos Homens, um sucesso da Rede Globo nos anos 1980, e que também desenvolveu uma série de projetos para encontrar jovens com potencial para o mundo artístico.
“Acompanhava meu pai desde os cinco anos durante as seletivas de talentos que ele fazia. Com base na observação, aprimorei a metodologia que ele criou e também, com o passar dos anos, treinei meu olhar”, diz Germano, que aos 18 anos decidiu empreender na área. De acordo com ele, ter percebido logo cedo sua capacidade de enxergar os atributos necessários para trilhar o caminho da fama somado ao seu traquejo para fazer negócios logo o levou a criar um modelo de negócio que profissionalizasse seu trabalho de olheiro e consultor de carreira.

Germano explica que a abertura de sua empresa preencheu um espaço de mercado. “Até então, os olheiros apenas identificavam jovens com potencial artístico e os direcionavam para agências especializadas. Porém, muitos desses talentos precisavam de um amadurecimento maior e de um suporte profissional para alcançar o sucesso. É esse o nosso diferencial. Acompanhamos todos os passos das nossas revelações para garantir a construção de uma carreira sólida em um mercado muito competitivo”, comenta.
Primeiros passos
Apesar de nunca ter tido o desejo de atuar, Germano sempre teve curiosidade e senso crítico para avaliar o que diferenciava um bom ator. Os anos acompanhando o pai nos estúdios de gravação também renderam a ele uma invejável rede de contatos no meio televisivo e teatral, um importante ativo para sua empresa. “O primeiro passo do negócio foi a realização do Projeto Passarela, hoje o maior evento da América Latina focado na revelação de talentos”, explica.
Desse projeto, surgiram nomes como Gabriella Mustafá, Monique Alice Bourscheid e Larissa Manoela, atual protagonista da novela "Cúmplices de Um Resgate" e sucesso como Maria Joaquina, de "Carrossel", ambas do SBT. 
“No caso da Larissa, fiquei impressionado com sua desenvoltura no primeiro momento em que tive contato com ela. Aos quatro anos, ela conseguia atuar de igual para igual com crianças de nove anos. A energia dela é fantástica, assim como seu profissionalismo. Não à toa, hoje, ela é protagonista de uma novela, cantora, apresentadora e dubladora. Vejo um futuro muito promissor para sua carreira”, afirma Germano.
Volta por cima
Com os negócios a todo vapor, Germano decidiu investir na paixão nacional: o futebol. A ideia, assim como na área artística, era revelar jogadores na faixa dos 15 anos que pudessem brilhar nos gramados, fazendo com que chegassem aos grande clubes.
“Criamos a mesma metodologia de apresentação de novos talentos da área de futebol a olheiros do mercado futebolístico brasileiro. Infelizmente em nossas seletivas recebíamos muitas denuncias por parte de escolinhas de futebol e empresários anônimos do mercado da bola, nossos concorrentes, que buscavam dizer que o trabalho que fazíamos não era sério”, revela.
De acordo com ele, o caso foi parar na Justiça e sua empresa acabou sendo absolvida de todas as acusações. “Percebi que tinha entrado em um vespeiro. O meio do futebol é muito cruel e os olheiros não querem um evento que busque revelar talentos, pois existem muitos interesses envolvidos. Por ingenuidade acabei me prejudicando e o negócio naufragou”, comenta Germano.
Com a lição mais do que aprendida, decidiu se empenhar somente na arte de descobrir talentos artísticos. Para se recuperar da experiência negativa, Germano precisou repensar a estrutura e rever os processos internos, voltando às raízes do modelo de negócios criado originalmente por ele. Passados quatro anos, a companhia do empresário conta com 30 funcionários e soma um faturamento de mais de R$ 7 milhões por ano, realizando seletivas em mais de 100 cidades para captação de atores e modelos.