quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

“Cúmplices de um Resgate” avança com boas histórias paralelas

O alto comando do SBT já começa a discutir a possibilidade de levar “Cúmplices de um Resgate” até os últimos meses deste ano. Na Anhanguera não se fala em esticar a novela, porque, quando entrou no ar, não se estabeleceu uma data limite, mas se cogitou não avançar muito no segundo semestre de 2016. O folhetim voltado ao público infanto-juvenil conseguiu enfrentar o fenômeno “Os Dez Mandamentos”, perdendo muito pouco para a concorrente. E é esse desempenho durante o ataque da Record que fortalece em muitos a intenção de levar a história um pouco mais à frente.

“Cúmplices de um Resgate” não conquistou somente as crianças, mas também pais que preferem um conteúdo mais leve ao lado dos filhos. Boa parte desta plateia se envolve com algumas tramas paralelas que se mostram bem interessantes, como o desconforto de Giuseppe ao ver sua mulher se arriscar na vida profissional ao montar uma sorveteria. Trata-se de algo comum em muitas casas. Há também o amor proibido da professora Flávia pelo pastor Augusto, trazendo à tona a discussão da intolerância religiosa porque ela é sobrinha do padre da cidade e não poderá se casar com alguém de outra igreja. Esses são apenas dois exemplos que atendem muito bem o público mais velho. Neste aspecto, “Cúmplices de um Resgate” representa um bom avanço na dramaturgia do SBT.

Outro fator que poderá pesar na decisão de levar mais além a novela é seu bom desempenho comercial.